O crack e outras drogas causam uma falsa sensação de prazer,
e as pessoas que as experimentam acabam na maioria das vezes viciados nessas
sensações tornando-se assim dependentes químicos.
Algumas pessoas que utilizam drogas - sejam elas legais como
o álcool, o tabaco ou ilegais como o crack e a cocaína - dizem que ela funciona
como uma válvula de escape da realidade e que começaram a usar pensando que ela
os ajudaria a ficar "amortecidos" contra as dificuldades que passavam e que mais trade quando tudo estivesse
novamente estabilizado poderiam deixar o "barato".
Outro, na maioria jovem de classe média e alta, tem sua
iniciação no vicio dentro de círculos de "amizade" onde se veem
obrigados a participar dos exageros - baladas, álcool e drogas- para serem
"bem aceitos" pelo grupo. O filme Aos treze do ano de 2003 que narra
a história da jovem Tracy é o exemplo
perfeito para entendermos todas as nuances - insegurança, procura por aceitação
e outros dilemas que os jovens vivem dentro de seus núcleos de amizade - que
levam jovens de famílias supostamente estruturadas a utilizarem-se de
metanfetaminas.
Os motivos que levam as pessoas a utilizarem algum tipo de
droga, seja ela legal ou ilegal, são os mais variados e na maioria das vezes
não parecem ter explicação, um exemplo claro disso é o do ator canadense Cory Monteith, protagonista do
seriado americano Glee, um jovem talentoso que faleceu aos 31 anos por causa de
uma overdose. O que levaria um jovem que tinha aparentemente tudo a se entregar
ao vicio que alimentava desde os 13 anos? Para muitos a resposta seria curta e
grossa: burrice; contudo, não é tão simples assim compreender o porquê de uma
pessoa experimentar alguma droga mesmo sabendo de todos seus malefícios.
Analisando essas
articulações tendo a crer que o ser humano tem uma tendência a querer
experimentar o proibido, pois tem uma sensação de adrenalina por estarem
fazendo algo que não deveriam, e isso associado os efeitos das drogas
multiplica a sensação de prazer do usuário. Sendo assim, acho que as
internações compulsórias não teriam um bom resultado, uma vez que é necessário
que o usuário também queira abandonar o vicio tendo sempre a consciência de que
ele estará sujeito a recaídas e por isso terá que estar disposto a sempre dar o
seu melhor.
Sarah Godoy e Nascimento
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